O custo médio para se alimentar em restaurantes de Natal registrou um aumento de 4,45% no período de um ano, conforme levantamento realizado pelo Procon Natal e divulgado pelo G1. A pesquisa, conduzida entre os dias 20 e 31 de julho em estabelecimentos das cinco regiões administrativas da capital potiguar, revelou que o preço médio geral das refeições subiu de R$ 82,78 para R$ 86,46.

De acordo com os dados do órgão municipal de defesa do consumidor, publicados pelo G1, a maior variação de preços foi identificada na modalidade de self-service, que apresentou uma oscilação de 199,38% entre o menor e o maior valor cobrado. Os preços para esse tipo de refeição variaram de R$ 16 a R$ 47,90 nos locais pesquisados.

Variações por modalidade e disparidades regionais

O levantamento do Procon Natal, divulgado pelo G1, também apontou aumentos expressivos em outras categorias de refeição. A quentinha média número dois, por exemplo, teve uma alta de 25,82%, passando de R$ 15,92 para R$ 20,03. Já o almoço por quilo registrou valores entre R$ 50 e R$ 135, enquanto o prato executivo foi encontrado com preços de R$ 18 a R$ 47.

A análise geográfica detalhada na pesquisa do Procon Natal, divulgada pelo G1, mostra que a Zona Norte concentra os maiores valores médios na maior parte das modalidades. Nessa região, o almoço por quilo apresentou preço médio de R$ 112,70, patamar cerca de 30% superior à média geral do município. A Zona Norte também liderou os preços mais altos para prato executivo, prato do dia e refeições compostas por carne ou frango.

Em contrapartida, a Zona Oeste registrou os menores preços médios em diversas categorias analisadas no levantamento do Procon Natal, divulgado pelo G1. Naquela região, o self-service custou, em média, R$ 19,33; o prato executivo ficou em R$ 19; e o prato do dia foi encontrado por R$ 16,50.

Comportamento nas demais regiões e recomendações

Nas regiões Sul, Leste e Central de Natal, os preços das refeições mantiveram-se em patamares intermediários, de acordo com a pesquisa do Procon Natal divulgada pelo G1. No entanto, a região Central apresentou disparidades internas significativas, com variações de até 143,75% no self-service e nas opções de refeições com duas proteínas.

Diante das diferenças de preços constatadas no levantamento, o Procon Natal, conforme veiculado pelo G1, recomenda que os consumidores avaliem outros fatores além do valor financeiro antes de escolherem onde comer. O órgão orienta observar a qualidade dos alimentos oferecidos, as condições de higiene do estabelecimento, a variedade do cardápio, o tamanho das porções servidas e as opções de pagamento aceitas.